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Governo culpa velocidade; polícia aponta traçado ruim 

Órgãos federais culpam a falta de qualidade do traçado das rodovias e a melhoria do pavimento pelo aumento do número de mortes. O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura deTransportes), órgão responsável pela gestão das rodovias federais, afirma que melhorou a qualidade do asfalto e da sinalização, o que é uma das causas do aumento dos acidentes e mortes por causa do excesso de velocidade. A PRF (Polícia Rodoviária Federal), no entanto, atribui o crescimento do número de mortes ao aumento da malha, à falta de qualidade do traçado das rodovias e ao aumento de veículos no país. A Folha revelou, em abril, que a maioria dos acidentes nas estradas federais ocorre sempre nos mesmos pontos, sem que haja medidas efetivas para combatê-los. O engenheiro Dario Rais Lopes, ex-secretário de Estado dos Transportes de São Paulo, diz que a conjunção de situações pode ser responsável pelos dados negativos. “Você tem estradas melhores, sem fiscalização adequada, e os motoristas acabam abusando”, afirma. O Dnit afirma que investe em restauração, aumento da capacidade, duplicação, sinalização e reforço da fiscalização das rodovias federais. Sinalização e radar Segundo o Dnit, a despesa vai alcançar R$ 17 bilhões, entre novos trechos e pagamentos de dívidas dos anos anteriores. O órgão pretende investir ainda outros R$ 2,6 bilhões em sinalização, controle de velocidade e peso nas rodovias. Também estão sendo realizadas intervenções nos chamados “pontos concentradores de acidentes” trechos de estradas em que as ocorrências superam muito a média do restante da via, e investimentos em sinalização e sistemas de controle de velocidade de veículos. Já o coordenador-geral de Operações da PRF, Giovanni di Mambro, afirmou que seria necessário um aumento do número de pessoal para fiscalizar. Hoje, a polícia tem 9.100 homens, o mesmo de dez anos atrás, quando deveria ter 13,1 mil. Segundo ele, os investimentos necessários em tecnologia para melhorar a fiscalização estão prontos para serem licitados, mas impedidos pelo contingenciamento de recursos determinado pelo governo. Fonte: Folha.com

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