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Importadoras tentam explicar por que carro chega até 4 vezes mais caro 

Diante de críticas da revista “Forbes” sobre o preço dos veículo brasileiros, que repercutiram na imprensa e nas redes sociais no último fim de semana, a Associação Brasileira de Veículos Automotores (Abeiva) divulgou nesta terça-feira (14) um levantamento de todos os valores que entram na composição do preço do importado. Segundo as importadoras, um carro vindo de fora do México e do Mercosul, regiões com as quais o Brasil mantém acordos comerciais e que estão isentas da taxa de importação, chega às lojas custando até 4 vezes mais. “Consideramos todos os impostos, alíquota e margem de lucro que, na verdade, a maioria das importadoras e concessionárias tiraram para conseguir vender carro nesta situação de crise”, afirma o presidente da Abeiva, Flavio Padovan. Além da taxa de 35% para entrar no Brasil, os importados também sofreram aumento de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) desde dezembro passado.

CUSTO DO IMPORTADO, SEGUNDO ABEIVA (em R$)
Preço inicial* 100.000
Taxa de importação (35%) 35.000
Despesas aduaneiras (3%) 3.000
ICMS+PIS/Cofins (54%) 54.000
Margem de lucro da montadora (7,5%) 7.500
IPI (55% sobre valor faturado) 109.725
Margem de lucro da concessionária (10%) 30.922
Preço final 340.147
* carro com motor acima de 2.0

A conta Para explicar como se chega ao preço final, as importadoras usaram como exemplo um carro importado com motor acima de 2 litros. O cálculo começa com o preço inicial do suposto veículo (R$ 100 mil), acrescido dos 35% da taxa de importação (R$ 35 mil), mais 3% de despesas aduaneiras (R$ 3 mil), mais 54% de ICMS + PIS/Cofins (R$ 54 mil). A esse valor soma-se ainda uma margem de lucro “hipotética” bruta da montadora, de 7,5% nesse exemplo (R$ 7,5 mil), e os 55% do IPI sobre esse tipo de veículo (R$ 109.725), que incide sobre o valor faturado. Finalmente, é acrescentada a margem de lucro bruto da concessionária, também hipotética, de 10% (R$ 30.922). A conclusão é que o carro que tinha o custo inicial de R$ 100 mil chegaria às lojas custando R$ 340.147. A crítica da ‘Forbes’ No último sábado (11), um colunista da “Forbes” publicou um artigo dizendo que os brasileiros estão sendo “roubados” pelos preços altíssimos de carros que não podem ser considerados “top” e criticou o comportamento do consumidor. Para Kenneth Rapoza, o brasileiro confunde preço com qualidade. “Não há outra razão [para os preços do Brasil] a não ser a taxação excessiva, de mais de 50% [do preço do carro], e a ingenuidade do consumidor que pensa que dá na mesma pagar por um Cherokee o valor de um BMW X5”, escreveu. No texto, ele citou que, pelo preço que se paga no país por um Jeep Grand Cherokee, da americana Chysler, é possível comprar 3 carros desse em Miami. E afirmou que, apesar do alto valor pago por ele no Brasil, o modelo não confere status ao seu proprietário, assim como outros citados na coluna. “Desculpem, brazukas… não existe status em um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand [Cherokee] ou Dodge Durango”, escreveu. “Não se deixem enganar pelo preço. Vocês estão sendo roubados.” FONTE: Auto Esporte

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