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22 de fevereiro de 2024

Como a frota brasileira de automóveis envelheceu nos últimos anos


Por Agência de Conteúdo Publicado 21/02/2022 às 21h00 Atualizado 08/11/2022 às 21h14
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Média de circulação dos veículos ultrapassa os dez anos e é agravada pela paralisação recente de fábricas.

O processo de desindustrialização vivido no Brasil nos últimos anos tem afetado diretamente a vida dos brasileiros, especialmente no que diz respeito à produção e venda de carros. Ao longo de 2021, alguns sinais impactaram a indústria no país.  A norte-americana Ford deixou o mercado de fabricação de veículos nacional depois de mais de 100 anos e a alemã Mercedes-Benz fechou a única fábrica no Brasil de carros de luxo.

Mas por que isso está acontecendo agora? Jornais, revistas e sites, como o  jornalhojelivre.com.br, tentam explicar o momento vivido pela indústria nacional entre os veículos motorizados. Um estudo do Sindipeças — Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores —, divulgado no ano passado, mostrou que a idade média dos automóveis que rodam o país é de 10,2 anos.

Em entrevista recente ao jornal O Estado de S.Paulo, Elias Mufarej, que é diretor do Sindipeças, explicou que o envelhecimento da frota tem a ver com o “pífio” crescimento da frota de automóveis no ano passado por causa da crise sanitária ocorrida em meio à pandemia do novo coronavírus.

Esse cenário ocorre por alguns motivos, mas o principal deles está relacionado à diminuição na entrada de modelos novos no mercado.

Com isso, a idade média dos carros aumenta. Para se ter uma ideia, a crise sanitária gerou uma queda de quase 29% nas vendas de automóveis novos no ano passado.

Há oito anos, a participação na frota dos automóveis com até três anos de uso, considerados seminovos, era de 27%. Esse percentual caiu para 15% em 2020. A fatia daqueles com mais de dez anos passou de 35% para 44%, enquanto a dos intermediários, com quatro a dez anos, subiu de 38% para 41% do total em circulação.

Os números mostram uma situação complicada no cenário atual, segundo os especialistas.

“Carros mais velhos têm maior possibilidade de apresentar defeitos e provocar acidentes, lentidão no trânsito e emitir mais poluentes se não forem feitas as manutenções corretas”, analisa Mufarej.

O Brasil possui a sexta maior frota de veículos do mundo, com cerca de 46,3 milhões de carros circulando ativamente. Ainda assim, tem sido afetada por uma série de questões. ​​

No ano passado, 5,5 mil fábricas encerraram suas atividades em todo o País. Em seis anos, foram extintas 36,6 mil fábricas, o que equivale a uma média de 17 fábricas fechadas por dia no período.

Apesar de considerar a situação crítica, Mufarrej tenta ver o copo meio cheio em um momento delicado. Para ele, o envelhecimento da frota nas cidades brasileiras gera um melhor desempenho do mercado destinado à reposição de peças. A partir da pesquisa, fabricantes conseguem identificar quais são as demandas em voga no país.

Parte dos problemas encontrados na renovação da frota está na participação da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Um relatório do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), mostra que a participação do setor industrial no PIB está em curva decrescente nos últimos anos. Em 2018, a indústria de transformação representou apenas 11,3% do PIB, quase metade dos 20% registrados em 1976.

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