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Quais são os benefícios de um carro movido a hidrogênio verde?  

Confira os avanços do hidrogênio verde no mundo e qual a posição do Brasil nesta corrida por inovação em energias limpas


Por Accio Comunicação Publicado 18/04/2024 às 13h30
 Tempo de leitura estimado: 00:00
Carro movido a Hidrogênio Verde
Foto: Toyota.

Automóveis movidos a hidrogênio verde já são realidade em alguns países. Antes de tudo, precisamos entender sobre o que é o hidrogênio verde. O H2V, nome químico dele, pode ser encontrado em forma gasosa H2, presente em hidrocarbonetos e na molécula de água.  

A produção acontece a partir da eletrólise da água, por meio de fontes renováveis. A composição química ajuda a ser um combustível verde. É o que diz o professor e coordenador de Pós-graduação em Tecnologia e Sociedade, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Eloy Casagrande.  

“Pode ser considerado sustentável, desde que a fonte de energia para produzir a célula de hidrogênio seja renovável. Por exemplo, a hidroeletricidade, a solar ou a eólica. Se a energia vier da queima de combustíveis fósseis, como o carvão ou o gás, já não faz sentido”, detalha.  

Ele cita que a eletrólise da água, utilizando essas fontes, separa a água em hidrogênio e oxigênio. Assim não é emitido gases de efeito estufa.

“Hoje, o hidrogênio é considerado a energia do futuro e já faz parte dos projetos de descarbonização de muitos países, inclusive do Brasil”, destaca.  

Em automóveis movidos a hidrogênio verde, a única coisa que é emitida no ar é o valor d’água, além da energia gerada para o funcionamento do carro.

“O gás se combina ao oxigênio presente no ar e, por meio de uma reação química, produz eletricidade. Por isso, a denominação correta do é FCEV (Fuel Cell Electric Vehicle) ou veículo elétrico a célula de combustível”, explica Casagrande.  

Se comparado a um veículo elétrico tradicional (BEV), a eletricidade é estocada em um grande conjunto de baterias de lítio.  

Por que o processo de fabricação de veículo movido a hidrogênio verde é caro?  

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Foto: Toyota.

Apesar das vendas, a produção de veículos movidos a hidrogênio verde ainda é baixa. Outo desafio ainda é a infraestrutura de abastecimento.  

“É necessário grandes investimentos para que isto venha a ser uma realidade. Um dos desafios do hidrogênio está no seu armazenamento, já que em estado gasoso natural, sua densidade energética é baixa”, diz o coordenador de Tecnologia e Sociedade.  

Apesar do hidrogênio verde ser usado em estado líquido, é necessário segundo o professor a compressão e liquefação. Esses processos, vale ressaltar, demandam energia.  

“1 kg de hidrogênio tem menos energia que 1 kg de gasolina. Por isto, vemos agora o movimento das grandes multinacionais produtoras de automóveis, investirem nos carros elétricos à bateria, já que os custos são menores a curto e médio prazo“.  

O que falta para o hidrogênio verde se tornar um dos principais combustíveis? 

O professor Eloy Casagrande destaca que um dos desafios do H2V é baratear o custo de energias de fontes renováveis. Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, China e Holanda são exemplos de países que investem em produção de hidrogênio verde.  

“Na América Latina, o Brasil e o Chile já dão os primeiros passos. De acordo com especialistas, o H2V só será competitivo quando seu custo estiver entre US$ 3 e US$ 4 o quilo. Hoje, esse preço está em média de US$ 6, chegando a quase US$ 9 em algumas regiões do mundo”, afirma.  

No entanto, Casagrande diz que é preciso refletir se países estão dispostos a pagar pelo hidrogênio verde. “Se queremos salvar vidas e minimizar os desastres naturais que estão vindo com as mudanças climáticas, além dos altos econômicos destes eventos extremos, deveríamos estar investindo mais em tecnologias limpas e menos em armamento de guerra”, opina o coordenador.  

Brasil pode ser fonte principal de hidrogênio verde?  

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Foto: Toyota.

Por fim, para o professor Eloy Casagrande, o Brasil tem grandes chances na corrida por automóveis não poluentes.  

“É preciso uma estratégia de desenvolvimento de pesquisas, infraestrutura e investimento público-privado. As universidades e os centros de pesquisa poderiam ser o motor desta nova indústria e estimular novas empresas para a criação de um carro genuinamente brasileiro a base de hidrogênio – uma chance de sairmos da dependência das multinacionais. É possível combinar etanol (o qual somos produtores mundiais) e célula de hidrogênio em um automóvel, para termos uma inovação ainda mais sustentável”, finaliza.  

E você acha que os carros movidos à hidrogênio verde tem chance de emplacar no Brasil? Comente aqui embaixo!   

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