25 de junho de 2026

Gelo na pista pode surpreender motoristas no inverno; saiba como reduzir os riscos nas rodovias

Fenômeno comum em regiões de baixas temperaturas compromete a aderência dos veículos e exige cuidados extras dos condutores.


Por Redação Publicado 25/06/2026 às 14h00
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freeway in forest landscape in winter in Thuringia
Antes de viajar durante o inverno, é importante acompanhar a previsão do tempo. Foto: Hackman para Depositphotos

Com a chegada do inverno e a previsão de temperaturas mais baixas em diversas regiões do país, um perigo pouco percebido por muitos motoristas volta a preocupar autoridades de trânsito: a formação de gelo na pista. Embora seja mais comum nos estados do Sul e em áreas de maior altitude, o fenômeno pode transformar trechos aparentemente seguros em locais de alto risco para sinistros de trânsito.

O problema é que, em muitos casos, o gelo não é facilmente identificado pelo condutor. A superfície pode apresentar apenas o aspecto de pista úmida, escondendo uma camada extremamente escorregadia que reduz drasticamente a aderência dos pneus ao asfalto.

Conforme especialistas em segurança viária, a combinação entre baixas temperaturas, umidade e falta de percepção do risco pode aumentar as chances de perda de controle do veículo, principalmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.

Por que o gelo na pista é tão perigoso?

A formação de gelo ocorre quando a umidade presente no ambiente, seja proveniente de neblina, sereno ou chuva, congela ao entrar em contato com o pavimento em temperaturas próximas ou inferiores a 0°C.

Em algumas situações, forma-se o chamado “gelo negro” (black ice), uma fina camada transparente que praticamente não altera a aparência da pista. Por isso, muitos motoristas só percebem a presença do gelo quando o veículo começa a deslizar.

Nessas condições, a capacidade de frenagem diminui significativamente e até pequenas correções de direção podem provocar derrapagens.

“O principal desafio é que o motorista muitas vezes não consegue identificar visualmente o perigo. Quando percebe a perda de aderência, já está enfrentando uma situação crítica”, explica o especialista em trânsito Celso Mariano.

Trechos merecem atenção redobrada

Alguns locais são mais suscetíveis à formação de gelo e exigem cuidado extra dos condutores.

Pontes, viadutos e áreas sombreadas costumam congelar antes do restante da pista porque perdem calor mais rapidamente. Regiões serranas e de maior altitude também apresentam maior incidência do fenômeno durante o inverno.

Além disso, mudanças bruscas de temperatura ao longo da madrugada podem favorecer a formação de placas de gelo mesmo após períodos sem chuva.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), equipes monitoram trechos historicamente afetados pelas baixas temperaturas e, quando necessário, realizam bloqueios temporários para preservar a segurança dos usuários das rodovias.

Como dirigir com mais segurança em dias de frio intenso

Em situações de risco de congelamento da pista, a principal recomendação é adotar uma condução mais defensiva do que a normalmente utilizada.

Entre os cuidados recomendados estão:

  • Reduzir a velocidade, mesmo que abaixo do limite regulamentado da via;
  • Manter maior distância de segurança em relação ao veículo à frente;
  • Evitar acelerações, frenagens ou mudanças bruscas de direção;
  • Utilizar os faróis baixos ligados, inclusive durante o dia;
  • Redobrar a atenção em pontes, viadutos e curvas;
  • Planejar a viagem para evitar deslocamentos nos horários mais frios do dia, quando possível.

Segundo Celso Mariano, muitos acidentes em condições climáticas adversas acontecem porque os condutores mantêm o mesmo padrão de condução utilizado em situações normais. “Quando o ambiente muda, a forma de dirigir também precisa mudar. A velocidade que é segura em uma pista seca pode se tornar perigosa quando há gelo ou baixa aderência. A prudência deve prevalecer sobre a pressa”, avalia.

O que fazer se o veículo começar a derrapar

Caso o motorista perceba que o veículo perdeu aderência, a recomendação é evitar reações bruscas.

O ideal é retirar o pé do acelerador gradualmente, manter o volante firme e direcionar o veículo para onde se deseja seguir, sem movimentos repentinos. Frear bruscamente pode agravar a perda de controle.

Veículos equipados com sistemas eletrônicos de estabilidade e freios ABS oferecem uma camada adicional de segurança, mas não eliminam os riscos causados pela pista congelada.

Segurança viária depende da adaptação às condições da estrada

As condições climáticas são fatores que influenciam diretamente a segurança no trânsito. Chuva, neblina, ventos fortes e temperaturas extremas exigem mudanças no comportamento dos condutores.

Mariano recomenda que antes de viajar durante o inverno, é importante acompanhar a previsão do tempo, verificar as condições das rodovias e garantir que pneus, freios e sistemas de iluminação estejam em perfeito funcionamento.

“Mais do que conhecer as regras de trânsito, dirigir com segurança também significa compreender os riscos do ambiente e adaptar a condução às condições encontradas na estrada”, conclui.

Redação
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Matérias escritas pela equipe de Redação do Portal do Trânsito.

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