24 de junho de 2026

Soltar balão é crime e pode causar incêndios, apagões e acidentes de trânsito, alerta Corpo de Bombeiros

Com a chegada do período de festas juninas e do tempo mais seco, autoridades reforçam os riscos e as penalidades para quem fabrica, vende, transporta ou solta balões.


Por Agência de Notícias Publicado 24/06/2026 às 17h00
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soltar balão
Riscos de incêndios, corte de energia e acidentes de trânsito: soltar balão é crime no Brasil
Foto: CBMPR

Junho e julho são meses tradicionalmente associados às festas juninas, mas também marcam um período de alerta para os órgãos de segurança e proteção ambiental. Com a combinação de tempo seco, baixa umidade e aumento das comemorações, cresce a preocupação com uma prática que continua proibida no Brasil: a soltura de balões.

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforçou nesta semana que fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime ambiental e pode gerar consequências graves para a população, o meio ambiente e diversas infraestruturas essenciais.

Soltar balão é crime

A proibição está prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais.

O artigo 42 estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, comercializar, transportar ou soltar balões.

Diferentemente de outras manifestações tradicionais das festas juninas, como fogueiras realizadas com os devidos cuidados, os balões não podem ser controlados após a soltura.

Ao carregar uma chama acesa durante o voo, o artefato pode percorrer grandes distâncias antes de cair, tornando impossível prever onde ocorrerá o impacto.

Risco vai muito além dos incêndios

Embora os incêndios em vegetação sejam uma das consequências mais conhecidas, os riscos associados à prática são bem mais amplos.

Um único balão pode atingir áreas urbanas, residências, empresas, depósitos, hospitais, indústrias e outras estruturas essenciais, provocando danos de grandes proporções.

Outro problema recorrente é a interferência na rede elétrica.

Segundo o Corpo de Bombeiros, já foram registrados casos em que balões atingiram equipamentos do sistema de distribuição de energia, causando interrupções no fornecimento para bairros inteiros.

“Já tivemos casos de balões atingindo a rede elétrica e provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros inteiros. Houve também situações registradas próximas a hospitais e unidades de saúde. Mesmo que essas estruturas contem com sistemas de emergência, a interrupção de energia gera riscos e transtornos para toda a população”, explicou a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.

Balões também representam risco no trânsito

Além dos danos ambientais e materiais, os balões podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trânsito.

A queda repentina do artefato em rodovias ou vias urbanas pode provocar distrações, frenagens bruscas e manobras inesperadas por parte dos condutores.

Também há risco de incêndios próximos às margens das estradas, situação que compromete a visibilidade dos motoristas e aumenta o potencial de sinistros.

Período seco exige atenção redobrada

O alerta ganha ainda mais importância nesta época do ano.

Com a redução da umidade do ar e o aumento da vegetação seca, qualquer fonte de ignição pode dar origem a incêndios de grandes proporções. Por esse motivo, o Corpo de Bombeiros do Paraná já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2026, intensificando ações de monitoramento e resposta em todo o estado.

“Um balão pode percorrer longas distâncias carregando uma chama acesa e iniciar incêndios de grandes proporções. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar ocorrências que colocam em risco a população, o meio ambiente e o patrimônio”, destacou a capitã Luisiana.

O que fazer ao presenciar a prática?

O Corpo de Bombeiros orienta que a população não participe nem incentive a fabricação, comercialização ou soltura de balões.

Ao identificar a prática, a recomendação é comunicar imediatamente as autoridades.

As orientações são:

  • Não fabricar, comprar, transportar ou soltar balões;
  • Não incentivar a prática durante festas juninas;
  • Acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ao presenciar a soltura ou comercialização;
  • Utilizar o telefone 181 para denúncias anônimas;
  • Acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 em caso de incêndio;
  • Compartilhar informações sobre os riscos e a ilegalidade da prática.

Tradição que não combina com segurança

Embora ainda seja vista por algumas pessoas como uma manifestação cultural, a soltura de balões continua sendo uma atividade ilegal no Brasil justamente pelos riscos que oferece.

Em um período marcado por festas, confraternizações e aumento da circulação de pessoas, especialistas reforçam que preservar vidas, proteger o meio ambiente e evitar acidentes deve ser prioridade.

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