Ford Ka, Onix e Gol estão entre os 10 carros com mais registros de roubo e furto em levantamento
Pesquisa realizada com a base de dados da Loovi no primeiro semestre de 2026 identifica os modelos com maior volume de ocorrências e reforça a importância da prevenção.

Mesmo com a redução dos roubos e furtos de veículos no Brasil, o problema continua atingindo centenas de motoristas diariamente. Em 2025, o país registrou 308.440 ocorrências, o equivalente a aproximadamente 845 casos por dia.
Nesse cenário, um levantamento realizado pela Loovi Seguros identificou os dez modelos de automóveis com maior volume de registros de roubo e furto em sua base de dados durante o primeiro semestre de 2026. Ford Ka, Chevrolet Onix e Volkswagen Gol aparecem nas primeiras posições.
A pesquisa chama a atenção para um aspecto importante: o risco de subtração de um veículo não depende apenas de seu valor comercial. A quantidade de unidades em circulação, a região onde se utiliza o automóvel, a procura por peças de reposição e o perfil de uso também podem influenciar a exposição a esse tipo de ocorrência.
É importante observar que o levantamento utiliza exclusivamente a base da Loovi, não representando um ranking nacional consolidado de todos os veículos roubados ou furtados no Brasil.
Quais são os dez carros com mais registros de roubo e furto?
De acordo com o levantamento da Loovi, os modelos com maior volume de ocorrências em sua base no primeiro semestre de 2026 são:
| Posição | Modelo |
|---|---|
| 1º | Ford Ka |
| 2º | Chevrolet Onix |
| 3º | Volkswagen Gol |
| 4º | Hyundai HB20 |
| 5º | Renault Sandero |
| 6º | Fiat Argo |
| 7º | Renault Logan |
| 8º | Fiat Uno |
| 9º | Fiat Palio |
| 10º | Volkswagen Voyage |
Fonte: Loovi Seguros. Levantamento realizado com a base de dados da empresa no primeiro semestre de 2026.
A presença desses modelos na relação não significa, necessariamente, que sejam menos seguros ou que tenham maior risco proporcional de roubo e furto em comparação com outros automóveis.
Modelos com grande quantidade de unidades em circulação, por exemplo, podem apresentar números absolutos elevados de ocorrências justamente por serem mais numerosos nas ruas.
Para avaliar o risco de forma mais precisa, seria necessário considerar também o tamanho da frota de cada modelo e a distribuição geográfica dos registros.
Brasil registrou mais de 308 mil roubos e furtos de veículos em 2025
Os dados nacionais apresentados pela Loovi mostram que, em 2025, foram contabilizadas 308.440 ocorrências de roubo e furto de veículos no Brasil. O número representa uma redução de 14,3% em relação a 2024, quando foram registrados 345.503 casos.
Do total contabilizado em 2025, os furtos foram mais frequentes:
| Tipo de ocorrência | Registros em 2025 |
|---|---|
| Furto de veículos | 203.949 |
| Roubo de veículos | 104.491 |
| Total | 308.440 |
A diferença entre os dois tipos de ocorrência é importante. De maneira geral, o furto envolve a subtração do veículo sem violência ou grave ameaça à pessoa, enquanto o roubo ocorre mediante violência ou grave ameaça.
Os dados também mostram que a redução foi mais expressiva nos roubos, que recuaram 20,6% em relação ao ano anterior. Já os furtos apresentaram queda de 10,6%. Apesar da diminuição, os números indicam que a subtração de veículos continua representando um problema significativo para os proprietários.
Por que determinados modelos aparecem com frequência nas ocorrências?
A procura por peças no mercado irregular de reposição é um dos fatores apontados pela Loovi para explicar a exposição de determinados veículos ao furto. Automóveis com grande circulação ou que deixaram de ser produzidos podem despertar interesse pela comercialização ilegal de componentes.
É o caso do Ford Ka, cuja fabricação nacional foi encerrada após a decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil. Entretanto, a presença do modelo na primeira posição do levantamento não permite concluir, isoladamente, que o encerramento de sua produção tenha causado o maior volume de ocorrências.
Além da demanda por peças, fatores como local de circulação, condições de estacionamento e características de utilização podem alterar a exposição do proprietário.
“Um ranking como esse ajuda a colocar informação objetiva na decisão de compra e reforça a importância do seguro. Embora alguns modelos apresentem maior probabilidade de roubo ou furto, o impacto deixa de ser estatístico quando acontece com o próprio motorista, que pode perder integralmente um patrimônio construído ao longo de anos”, afirma Quézide Cunha, CEO da Loovi.
Apenas uma parcela da frota brasileira possui seguro
Outro dado destacado pela empresa é a baixa cobertura securitária dos veículos em circulação no país. De acordo com a Loovi, no fim de 2025, aproximadamente 30% dos veículos brasileiros possuíam seguro. Considerando especificamente os automóveis, a cobertura alcançava 27,8% da frota.
Isso significa que uma parcela expressiva dos proprietários permanece exposta ao impacto financeiro de um roubo ou furto sem contar com cobertura securitária.
Para quem pretende contratar um seguro, é importante comparar as condições oferecidas, verificar os riscos cobertos, os valores de indenização, as franquias aplicáveis e as eventuais exclusões contratuais. Também vale observar que o custo da contratação pode variar conforme características do veículo, perfil do condutor e região de circulação.
Como reduzir o risco de roubo e furto do veículo?
Embora não exista uma medida capaz de eliminar completamente o risco, alguns cuidados podem dificultar a ação criminosa e reduzir a exposição do automóvel.
Entre as recomendações estão priorizar estacionamentos seguros, evitar deixar objetos de valor à mostra, manter portas e vidros travados e verificar o fechamento do veículo antes de se afastar.
Dispositivos como alarmes, travas adicionais e rastreadores também podem integrar a estratégia de proteção, conforme as características do automóvel e as necessidades do proprietário.
No caso de uma abordagem criminosa, entretanto, a prioridade deve ser sempre a integridade física das pessoas. Não reagir e não tentar impedir a subtração do veículo são cuidados fundamentais para evitar consequências ainda mais graves.
