Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nossos sites, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar o Portal do Trânsito, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

13 de julho de 2024

Radar detecta 39 casos de excesso de ruído por dia em apenas uma avenida de Curitiba


Por Assessoria de Imprensa Publicado 05/11/2022 às 16h30 Atualizado 08/11/2022 às 21h01
Ouvir: 00:00

De acordo com dados da Setran, cerca de 90% das ocorrências detectadas pelo aparelho são atribuídas a escapamentos de motocicletas.

Em um mês de instalação, o monitor de ruídos, uma espécie de radar, desenvolvido pela empresa Perkons em parceria com a Superintendência de Trânsito (Setran) já detectou 1.138 ocorrências de excesso de ruídos na Avenida Victor Ferreira do Amaral, no bairro Tarumã. Em média, houve o registro diário de 39 casos de excesso de ruído nos dias de semana e 35 nos fins de semana.

De segunda a sexta, os horários de maior incidência dos casos foram observados no período das 19h30 às 23h e atribuídos principalmente a motocicletas. Já nos fins de semana, a maior parte dos casos ocorreu após as 2h da madrugada, envolvendo carros com som alto.


Leia também:

Barulho dos escapamentos de motocicletas: qual é o limite aceitável e quem fiscaliza? 

O monitor de excesso de ruído

Instalado junto a um equipamento de fiscalização eletrônica que mede a velocidade dos veículos na Victor Ferreira do Amaral, o dispositivo, em fase de testes, tem o propósito principal de flagrar o excesso de ruído gerado nas ruas.

Boa parte dos dados coletados são atribuídos a sistemas de escapamento fora do padrão ou customizados, com 90% pertencendo a motocicletas e os 10% restantes a automóveis e veículos pesados.

Homologação

Apesar de ser uma tecnologia já utilizada em países como a França, o monitor de ruídos ainda é inédito no Brasil. Por esse motivo, não é possível utilizar para autos de infrações. No entanto, como explica a superintendente de Trânsito Rosângela Battistella, estes dados podem ser utilizados para fomentar ações educativas.

“Com base nas informações de perfil comportamental destes motoristas, vamos conseguir identificar o horário de maior incidência e o tipo de veículo para que possamos atuar com blitz educativas e também com a fiscalização”, aponta Battistella.

A superintendente também reforça que não é possível utilizar o equipamento para infrações até que haja aprovação por órgãos de segurança. “A tecnologia ainda necessita de homologação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Além disso, da regulamentação de órgãos como o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)”, descreve ela.

As informações são da Prefeitura de Curitiba

Receba as mais lidas da semana por e-mail

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *