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Produção de veículos tem alta de 12,8%, aponta Anfavea 

A produção da indústria automobilística brasileira aumentou 12,8% em outubro, em relação a setembro, e volta ao patamar próximo do recorde de agosto, com 318.701 veículos contra 265.039. Na comparação com outubro do ano passado, a alta da produção no mês é de 20,2% no período haviam sido fabricadas 265.039 unidades.

Por outro lado, no acumulado, o desempenho produtivo mostra queda de 3,3%: saíram das linhas de montagem entre janeiro e o mês passado 2.781.574 unidades, contra 2.875.857 veículos no mesmo período de 2011. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Embora o segmento de automóveis e comerciais leves tenha mostrado desempenho satisfatório por causa dos incentivos do governo ao reduzir o IPI sobre os carros ao longo de todo o ano, o segmento de caminhões, assim como as exportações de veículos no geral, enfrentam dificuldades para crescer. Por isso, a curva de produção aponta para baixo.


Automóveis e comerciais leves

Por segmento, a fabricação de automóveis e comerciais leves no acumulado é de 2.639.463 unidades, redução de 0,4% sobre o mesmo período de 2011. Porém, No mês de outubro foram 301.918: volume 12,8% maior em relação a setembro, com unidades, e 25,4% em relação a outubro de 2011, com 240.852 unidades.

“Os estoques estão bem alinhados com o mercado”, afirma o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, ao mostrar que os estoques em outubro entre pátios das montadoras e concessionárias somam 313.269 unidades, o que corresponde a 28 dias de vendas.

A produção de caminhões soma 112.095 unidades no acumulado, queda de 39,5% em relação ao ano passado (185.303) Contudo, em outubro, houve alta de 10,6% sobre setembro, de 11.467 para 12.685 unidades. Em relação à produção de ônibus, a Anfavea aponta retração de 25,2% na comparação dos 10 meses deste ano com os do ano passado, de 40.118 unidades para 30.016 . Em outubro, houve alta de 21%, de 3.387 em setembro para 4.098.

CKD e Exportações
Calculado à parte, o volume de veículos desmontados que saiu das fábricas em outubro para exportação, o chamado CKD, soma 2.574 unidades. No mesmo mês do ano passado foram 2.061. O ano já acumula 25.160 unidades exportadas em CKD.

Também em alta no mês, as exportações em unidades – que incluem CKD e veículos montados – somaram 41.797 unidades – aumento de 53,7% sobre setembro, com 27.194 unidades. Porém, no acumulado, as exportações fecham os 10 meses em baixa de 18,4%, com 364.345 veículos. No mesmo período do ano passado foram 446.486 unidades.

As exportações em valores também subiram, mas incluem também máquinas agrícolas. Em outubro foram vendidos no exterior US$ 1,38 bilhão em produtos, aumento de 20,2% sobre setembro (US$ 1.15 bilhão). No entanto, sobre outubro do ano passado (US$ 1,48 bilhão), o resultado mostra queda de 7,1%. No acumulado, a retração de valor exportado é de 5,9%, de US$ 13,41 bilhões em 2011, para US$ 12,62 bilhões neste ano.

Importação
Em outubro, dos 341.644 veículos emplacados no Brasil, 18,1% ou 61.717 unidades vieram de outros países. No mês anterior, a participação era de 18,9% e, em agosto, 18,8%, o que mostra certa estabilidade, mesmo com o IPI para carros maior. O segmento somou no mês 61.393 importados, alta de 13,2% sobre setembro, mas queda de 13,1% sobre outubro do ano passado.

Ao considerar as importações acumuladas de automóveis e comerciais leves, há queda de 3,4% no período, de 677.915 unidades, para 655.073 neste ano. Sobre as vendas de veículos no mercado brasileiro, o presidente da Anfavea afirma que nos primeiros dias de novembro as 3 milhões de unidades foram alcançadas.

Emprego
A indústria automobilística nacional fechou outubro com 148.140 pessoas contratadas diretamente e, praticamente, manteve o nível de setembro. Em relação a outubro do ano passado, houve aumento de 1,9% das contratações.


Previsões pessimistas

O presidente da Anfavea disse que pela dificuldade em fazer previsões para o fechamento de 2012, as previsões da entidade ainda sãos as mesmas: crescimento entre 4% e 5% para o mercado interno, com 3,81 milhões de emplacamentos, no máximo; exportações em queda de volume de 5% (525 mil unidades) e de 3% em valores (US$ 15,7 bilhões); e produção em alta de 2% (3,47 milhões de veículos).

No entanto, Cledorvino Belini se mostra pessimista com os números. “A queda das exportações deverá chegar a 10%, já a produção vai crescer, mas não chega a 2% como o previsto inicialmente.”

Fonte: Auto Esporte


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