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Qualidade do carro brasileiro 'salva' ocupantes, rebatem fabricantes 

Anfavea responde a reportagem sobre fragilidade de veículos no Brasil. Agência relacionou número de mortes a má qualidade dos produtos

A associação das montadoras de veículos no Brasil, Anfavea, divulgou na última quarta-feira (14) um comunicado em que nega relação entre mortes no trânsito no país e a qualidade dos carros produzidos aqui. A nota é em resposta a um artigo publicado pela agência Associated Press, no domingo passado (12), que aponta que o índice de mortes por acidentes de carro no Brasil é 4 vezes maior que o dos EUA, mesmo com a frota do país sendo 5 vezes menor que a americana.

A reportagem aponta que os veículos fabricados no Brasil são mais frágeis, comparando resultados de testes de segurança entre modelos vendidos aqui e suas versões no exterior.

“A realidade é que muitos ocupantes são salvos exatamente pela boa qualidade dos veículos produzidos no país, com a adoção de todos os quesitos de segurança passiva e ativa regulamentados pelo Contran”, rebateram as montadoras na nota. “Mais ainda: a indústria cumpre todas as prescrições de segurança regulamentadas pelos órgãos de governo e atestadas por ensaios realizados conforme procedimentos normatizados e auditáveis.”

A associação disse que vários fatores que influenciam nos acidentes, citando más condições das estradas e mau comportamento de motoristas, entre outros. “Desde condições das estradas, inabilidade dos motoristas – provocada muitas vezes pelo consumo de álcool, psicotrópicos ou mesmo cansaço excessivo – além da precariedade do estado de conservação dos próprios veículos – pneus desgastados, falta de manutenção, iluminação deficiente, afora eventuais desrespeitos à sinalização de trânsito.”

‘Tropicalização’ dos carros

A reportagem da AP apontou, com base em informações obtidas com engenheiros e especialistas dentro da indústria, que as carros brasileiros recebem soldas fracas na estrutura, dispositivos de segurança escassos e materiais de qualidade inferior, em comparação com modelos similares fabricados para os EUA e Europa.

A Anfavea respondeu que as normas e sistemas produtivos existentes no Brasil são os mesmos adotados pelos mais avançados centros produtivos. “Como a maioria das plataformas são mundiais, as especificações são idênticas e os cuidados com a produção são os mesmos. Quando existem alterações, na denominada tropicalização dos produtos, são para deixar os veículos ainda mais robustos e seguros para as respectivas aplicações”.

Mortes em acidentes

Para concluir que o Brasil possui índice de mortes por acidentes de carro no Brasil é 4 vezes o dos EUA, a AP citou dados do Ministério da Saúde de 2010, que apontam que 9.059 pessoas morreram em acidentes deste tipo no Brasil, enquanto no mesmo ano os Estados Unidos, com frota 5 vezes maior, registraram 12.435 mortes por batidas de carro.

Segundo a agência, as autoridades brasileiras ainda não possuem laboratórios para realizar testes de colisão e verificar a eficácia de proteção dos veículos. Assim, as pesquisas referentes aos carros do país ficam a cargo da Latin NCAP, braço para a América Latina da organização europeia que promove testes independentes de segurança com carros ao redor do mundo.

Em testes realizados pela organização modelos mais baratos vendidos no Brasil receberam notas baixas para segurança (veja os vídeos e notas de todos os crash testes realizados) e as colisões mostraram diferenças entre os mesmos modelos comercializados em outros países.

Fonte: Auto Esporte


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