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Saiba quais carros têm os seguros mais caros e por quê 

São Paulo – A formação do preço de um seguro de carro leva em conta uma série de dados, de características do motorista e do local onde ele mora a características e índices de sinistralidade do modelo do carro em si. Estas últimas informações são as que mais pesam no preço do seguro e levam a algumas aparentes distorções, como o fato de o seguro de um novo Ka 1.0 custar quase 5% do valor do carro, enquanto o do estreante Hyundai HB20 custa só 3% do valor do carro, mesmo o modelo coreano custando quase o dobro que o da Ford.

O valor do prêmio pago a seguradora é definido com base em uma série de informações, como sexo e idade do motorista, que pode ou não ser casado e ter filhos que recém-tiraram carteira. Além dessas características pessoais, o local onde a pessoa mora, quanto ela costuma rodar e onde estaciona o carro também influenciam no índice de roubos e de acidentes, o que é levado em conta no preço do seguro.

Mas para um mesmo perfil de motorista, carros de modelos diferentes podem ter grandes diferenças no preço do seguro, principalmente quando esse valor é comparado ao preço do carro. De acordo com o corretor Clyver Bincelli, da corretora Bincelli Seguros, um preço razoável de seguro fica entre 3% e 4% do valor do carro, enquanto um seguro que custe 10% do valor de um carro pode ser considerado “caríssimo”.

Ele esclarece que altos índices de roubos e acidentes pesam negativamente no preço do seguro, o que explica por que carros populares muito vendidos são penalizados. Esses veículos costumam ser visados por ladrões, uma vez que suas peças são muito procuradas em desmanches. Além disso, muitas vezes não vêm com equipamentos de segurança, que ajudam o veículo a manter a estabilidade, prevenindo acidentes.

Carros menos roubados e com menor índice de acidente, consequentemente, tenderão a ter seguros mais baratos. Mas não são apenas as estatísticas que influenciam. Clyver explica que, a partir deste ano, as seguradoras passaram a analisar uma espécie de “cadastro positivo”. Trata-se de pesquisar em outras seguradoras o histórico do segurado – o que pode favorecê-lo ou prejudicá-lo – e de analisar as características intrínsecas de cada marca e modelo, independentemente das estatísticas.

Assim, modelos com alto índice de reparabilidade, bons resultados em “crash tests” e aqueles dotados de equipamentos de segurança, como freios ABS e controle de estabilidade, costumam ter um alívio no preço do seguro, pois se tornam mais baratos na hora de um conserto. Entre os carros mais caros, aqueles com peças facilmente encontradas no Brasil se saem bem, enquanto os importados com peças caras que demoram a chegar são penalizados.

Esse tipo de informação é o que possibilita, por exemplo, a formação de preços dos lançamentos. Os modelos completamente novos costumam ter seguros mais baratos pela ausência de estatísticas, mas se pertencerem a uma marca cujas peças são caras, o preço ficará prejudicado. Se as peças forem baratas e acessíveis, por sua vez, a tendência é o seguro não pesar no bolso.

Veja os preços dos seguros de diversos modelos de carro zero quilômetro para um mesmo perfil de motorista no site da Exame.

FONTE: Exame


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