25 de junho de 2026

7 erros na transferência de veículos que podem gerar multas e prejuízos ao comprador e vendedor

Pequenos erros podem gerar consequências significativas, como multas, impedimentos administrativos, dificuldades para emissão de documentos e até problemas relacionados à responsabilidade sobre o veículo.


Por Artigo Publicado 25/06/2026 às 12h19
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transferência de veículo
A transferência de propriedade possui previsão legal no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Foto:
Deklofenak para Depositphotos

Entre os erros mais comuns na transferência de veículos estão deixar de realizar a Comunicação de Venda, perder o prazo legal para transferência, ignorar débitos pendentes, não conferir a documentação, deixar de realizar a vistoria quando exigida e não verificar o histórico do veículo. Essas falhas podem resultar em multas, atrasos, gastos inesperados e transtornos para compradores e vendedores.

A compra e venda de veículos usados movimenta milhões de negociações todos os anos no Brasil. Apesar de ser um procedimento comum, a transferência de propriedade ainda gera dúvidas e, muitas vezes, acaba sendo realizada de forma inadequada.

Pequenos erros podem gerar consequências significativas, como multas, impedimentos administrativos, dificuldades para emissão de documentos e até problemas relacionados à responsabilidade sobre o veículo.

A transferência de propriedade possui previsão legal no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que determina a obrigatoriedade da atualização do registro quando ocorre mudança de proprietário. Por isso, conhecer os principais erros do processo é fundamental para garantir uma negociação segura.

Confira os sete equívocos mais frequentes e saiba como evitá-los.

1. Não realizar a Comunicação de Venda

Um dos erros mais comuns ocorre quando o vendedor entrega o veículo ao comprador e acredita que sua responsabilidade termina naquele momento.

A Comunicação de Venda é um procedimento importante porque registra oficialmente a negociação junto ao órgão de trânsito. Sem esse registro, o antigo proprietário pode enfrentar dificuldades para demonstrar que já não possuía mais o veículo em determinadas situações futuras.

Além de contribuir para a segurança jurídica da negociação, a comunicação cria um registro formal da venda perante os órgãos responsáveis.

Para entender melhor o procedimento, seus benefícios e quando ele deve ser realizado, consulte o guia completo sobre Comunicação de Venda de Veículo.

2. Perder o prazo para transferência

Após a aquisição do veículo, o novo proprietário deve providenciar a transferência dentro do prazo previsto pela legislação de trânsito.

O descumprimento desse prazo pode resultar em penalidades administrativas e dificultar a regularização do veículo perante os órgãos competentes.

Por isso, é recomendável que toda a documentação seja organizada logo após a conclusão da negociação, evitando atrasos desnecessários.

3. Ignorar multas e débitos pendentes

Antes de iniciar o processo de transferência, é fundamental verificar a existência de débitos vinculados ao veículo.

Pendências relacionadas ao licenciamento, multas, IPVA ou outras obrigações podem impedir a conclusão do procedimento até que a situação seja regularizada.

Uma consulta prévia reduz riscos e contribui para uma negociação mais transparente entre comprador e vendedor.

4. Não conferir a documentação antes da compra

Muitos compradores avaliam apenas o estado de conservação do veículo e deixam a documentação em segundo plano.

Entretanto, divergências cadastrais, restrições administrativas ou inconsistências nos registros podem gerar dificuldades durante a transferência.

A análise documental deve fazer parte da verificação do veículo antes da formalização da compra.

5. Não verificar o histórico do veículo

Consultar o histórico do veículo é uma etapa frequentemente ignorada por compradores.

Dependendo do caso, podem existir registros de sinistros, passagem por leilão, restrições judiciais ou outras ocorrências relevantes que impactam diretamente a negociação e o valor de mercado do automóvel.

Uma análise preventiva permite decisões mais seguras e reduz a possibilidade de surpresas futuras.

6. Deixar de realizar a vistoria quando exigida

A vistoria veicular possui papel importante no processo de transferência.

Ela tem a finalidade de verificar a identificação do veículo e confirmar a conformidade das informações cadastradas junto aos órgãos de trânsito.

Quando exigida, sua realização é indispensável para a continuidade do procedimento.

Ignorar essa etapa pode resultar em atrasos e exigências adicionais durante a regularização.

7. Não guardar comprovantes da negociação

Mesmo após a conclusão da venda, é recomendável que comprador e vendedor mantenham arquivados todos os documentos relacionados à transação.

Contratos, comprovantes, recibos e demais registros podem ser úteis para esclarecer dúvidas futuras e comprovar informações relacionadas à negociação.

Trata-se de uma medida simples que pode evitar transtornos importantes.

Como realizar uma transferência de veículo com mais segurança?

A melhor forma de evitar problemas é verificar toda a documentação antecipadamente, conferir a situação do veículo, cumprir os prazos legais e seguir corretamente as exigências dos órgãos de trânsito.

Quem deseja entender detalhadamente cada etapa do processo, incluindo ATPV-e, vistoria, documentação necessária, prazos e procedimentos em Minas Gerais, pode consultar o Guia Completo da Transferência de Veículo em MG, elaborado pelo Tiago Despachante, especialista em documentação veicular e regularização de veículos.

A transferência de propriedade e a comunicação da venda possuem previsão na legislação brasileira.

Entre os principais dispositivos relacionados ao tema estão:

  • Artigo 123 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata da atualização obrigatória do registro do veículo em caso de transferência de propriedade;
  • Artigo 134 do Código de Trânsito Brasileiro, relacionado à comunicação da venda pelo antigo proprietário;
  • Regulamentações complementares emitidas pelos órgãos executivos de trânsito e pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

O cumprimento dessas exigências contribui para a segurança jurídica da negociação e para a correta atualização dos registros veiculares.

Perguntas Frequentes

Quem deve pagar a transferência do veículo?

Na maioria das negociações, o custo da transferência é assumido pelo comprador, salvo acordo diferente entre as partes.

Posso transferir um veículo com débitos pendentes?

A existência de débitos pode impedir a conclusão do procedimento até que a situação seja regularizada.

O que acontece se eu perder o prazo para transferência?

O descumprimento do prazo previsto pela legislação pode gerar penalidades e dificuldades na regularização do veículo.

A Comunicação de Venda substitui a transferência?

Não. A Comunicação de Venda e a transferência de propriedade possuem finalidades diferentes e não substituem uma à outra.

É importante consultar o histórico do veículo antes da compra?

Sim. A consulta pode revelar informações relevantes sobre a situação do veículo e contribuir para uma negociação mais segura.

Sobre o autor

Tiago Felipe Vieira é fundador da Tiago Despachante, empresa especializada em documentação veicular, transferência de veículos, regularização documental e consultoria veicular em Minas Gerais.

Conclusão

A transferência de veículos exige atenção tanto do comprador quanto do vendedor. Pequenos erros podem gerar atrasos, custos inesperados e dificuldades administrativas que poderiam ser evitados com informação e planejamento.

Conhecer os principais equívocos relacionados ao processo é uma forma eficiente de realizar negociações mais seguras, transparentes e em conformidade com a legislação de trânsito.

Fontes e referências

  • Código de Trânsito Brasileiro (CTB);
  • Conselho Nacional de Trânsito (Contran);
  • Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran);
  • Órgãos executivos de trânsito dos estados;
  • Portal de Serviços do Governo de Minas Gerais.

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Artigo de especialista enviado aos canais do Portal do Trânsito.

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