04 de fevereiro de 2026

Testes apontam absurdos em veículos vendidos no Brasil


Por Mariana Czerwonka Publicado 31/07/2013 às 03h00 Atualizado 02/11/2022 às 20h44
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Testes de segurança apontam riscos

Acabo de ler mais uma notícia sobre o resultado dos testes de segurança realizados com veículos que circulam no mercado latino-americano é estarrecedor. A conclusão do estudo é que andar nos veículos mais populares vendidos nos países latino-americanos representa um risco à vida.

É revoltante, é triste, é assustador. Não estamos falando de simples produtos para consumo, estamos falando de carros, de segurança, da vida das pessoas. O problema é muito grave.

Do que adianta insistirmos na mudança de comportamento dos usuários do trânsito se estamos sentados em veículos que não protegem seus ocupantes? Os carros vendidos aqui estão com projetos ultrapassados e níveis de segurança inaceitáveis para o mundo desenvolvido. É uma barbaridade.

As falhas estão por todos os lados. A Anfavea, associação dos fabricantes de veículos instalados no Brasil, defende-se dizendo que cumpre todos os critérios estabelecidos pelas legislações dos órgãos normativos. E o pior, não deixa de ser verdade.

Por exemplo, só agora depois de 17 anos da entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro, que já previa a obrigatoriedade do airbag frontal nos veículos comercializados por aqui, é que 100% dos veículos vendidos no país serão obrigados a ter o equipamento de segurança. O ABS é a mesma coisa…para automóveis. Para motocicletas, nem se fala no assunto. Quantos outros equipamentos poderiam ser inseridos ou aperfeiçoados para aumentar a segurança nos veículos em circulação no nosso país?

No mercado brasileiro, quanto mais segurança o veículo proporciona, mais caro ele custa. Claro que não vou discutir as questões do capitalismo, do lucro das empresas, enfim, mas não é possível aceitar esta diferença de tratamento entre mercados desenvolvidos e subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento, como queiram). A nossa legislação deve ser mais rigorosa. Claro que “forçando a barra” o governo teria que se virar com o lobby das montadoras, mas nós, como SOCIEDADE, seríamos os maiores beneficiários. Será que isso interessa a alguém?

Mariana Czerwonka

Meu nome é Mariana, sou formada em jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná e especialista em Comunicação Empresarial, pela PUC/PR.Desde que comecei a trabalhar, me envolvi com o trânsito, mais especificamente com Educação de Trânsito. Não tem prazer maior no mundo do que trabalhar por um propósito. Posso dizer com orgulho que tenho um grande objetivo: ajudar a salvar vidas! Esse é o meu trabalho.Hoje me sinto um pouco especialista em trânsito, pois já são 11 anos acompanhando diariamente as notícias, as leis, resoluções, e as polêmicas sobre o tema. Sou responsável pelo Portal do Trânsito, um ambiente verdadeiramente integrador de informações, atividades, produtos e serviços na área de trânsito.

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