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24 de julho de 2024

A crise do transporte urbano e público nas metrópoles

Falta de investimento em políticas públicas voltadas para o transporte transformam o deslocamento para o trabalho em um desafio estressante e exaustivo.


Por Agência de Conteúdo Publicado 04/06/2023 às 18h00
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O trânsito e o transporte urbano nas grandes cidades e nas metrópoles brasileiras sofre com uma grave crise. O ritmo de vendas de veículos, mesmo quando abalado por vezes pela economia, não deixa de crescer. As ruas das cidades, por sua vez, não aumentam no mesmo ritmo e logo o que se vê é uma quantidade maior de carros do que espaço. Como resultado, é tarefa quase impossível se deslocar nos horários de pico usando o transporte individual.

Transporte este favorecido em razão do pouco investimento em transporte público. O ir e vir ao trabalho, tarefa diária e rotineira de milhões de pessoas, torna-se um momento estressante e fatigante para a já combalida força de trabalho.

O economista Ladislau Dowbor opina que é “absurdo ter, numa cidade como São Paulo, 6,5 milhões de pessoas indo para o trabalho todo dia, para os mesmos destinos, de carro e na mesma hora”.

Como resultado dessa crise no transporte, horas preciosas são perdidas a caminho do trabalho.

Um estudo da Universidade de São Paulo revela que, na capital paulista, 70% das pessoas gastam ao menos uma hora no trajeto. O problema é agravado quando se mora nas periferias. As grandes distâncias que separam os bairros mais pobres do centro, onde se concentram a maioria das vagas de emprego, resultam em jornadas de horas dentro de ônibus e muito cansaço.

E como não ir ao trabalho não é uma opção, resta a esta grande massa de trabalhadores sofrer com trânsito. Ou seja, atrasos, espera em pontos, baldeações e conduções lotadas. Este tempo perdido agrava outras áreas da vida, onde ele poderia ser mais bem aproveitado. Como em momentos de lazer e cultura, ao lado da família e amigos, em estudos, em exercícios para corpo, no preparo de uma alimentação saudável ou em simples descanso.

Em busca de soluções, muitas pessoas optam por ir de bike ao trabalho ou adotam caronas compartilhadas. Embora não seja algo viável para todos, é uma forma de quem mora mais perto do trabalho fugir um pouco do trânsito dos momentos de pico. Boa parte das cidades maiores já contam com ciclofaixas, que trazem mais segurança para o ciclista. Já as caronas entregam a possibilidade de dividir o volante com mais pessoas.

A outra alternativa partiu das corporações, em tendência ao que se seguiu da pandemia de covid-19.

Em meio ao isolamento, a solução para que o trabalho não parasse foi o home office. Quebrou-se então um paradigma muito bem estabelecido: o de que somente o trabalho presencial seria efetivo. A manutenção do trabalho à distância, ou mesmo o híbrido, é também uma solução para o trânsito caótico.

Durante todo o ano de 2022 a CET registrou em São Paulo números menores de congestionamento, em comparação com o período pré-epidêmico. Outros fatores contribuíram, mas este trouxe mais benefícios, inclusive para os trabalhadores. Um deles é a disponibilização por parte de algumas empresas do vale refeição empresarial no lugar do vale-transporte, complemento importante para as refeições agora realizadas em casa.

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