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23 de julho de 2024

Quase 300 condutores são multados por hora no Brasil por dirigir sem cinto de segurança

Só em abril de 2024, de acordo com o Renainf, houve o registro de 215.511 infrações por dirigir ou transportar passageiro sem cinto de segurança.


Por Mariana Czerwonka Publicado 24/06/2024 às 08h00
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Dirigir sem cinto
Dirigir sem cinto de segurança é um ato de irresponsabilidade. Foto: thodonal para Depositphotos

Dirigir ou transportar passageiro sem cinto de segurança é uma atitude que representa a falta de cuidado consigo próprio e com os demais usuários do trânsito. Além de se machucar, um passageiro sem cinto de segurança pode, em caso de sinistro, ser lançado para fora do veículo, ou ser arremessado contra os demais ocupantes e provocar danos ainda mais graves a todos. No entanto, muitas pessoas abrem mão desse importante equipamento de segurança. De acordo com dados do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), somente em abril de 2024, houve o registro de 215.511 infrações por condutor ou passageiro deixar de usar o cinto de segurança. 

Esse número pode não representar a realidade, pois apenas uma pequena parte das condutas irregulares são flagradas e, por isso, é um número que assusta. Isso porque, de acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), o uso do cinto de segurança reduz em até 60% o risco de morte e ferimentos graves para passageiros nos bancos da frente e em até 44% para aqueles sentados nos bancos traseiros de um veículo envolvido em sinistro de trânsito. Ou seja, o uso do cinto de segurança não só evita uma multa de trânsito, mas pode ser a salvação em caso de uma colisão.

Recentemente, inclusive, a ABRAMET publicou uma nova diretriz de conduta médica sobre o uso do cinto de segurança. Com ela, houve a apresentação de novas evidências científicas trazendo um panorama aprofundado com dados atuais sobre o tema.

Na ocasião, Dr. Flávio Emir Adura, diretor científico da entidade, ressaltou que o uso do cinto de segurança é uma opção simples, fácil e essencial para proteger a vida no trânsito.

“Estamos sempre atentos às novidades científicas nesse tema, para manter o médico especialista atualizado e pronto para tomar as melhores decisões no atendimento à população”, explicou.

Outros dados importantes

A nova diretriz da ABRAMET trouxe diversas informações importantes. Dentre elas, a de que não usar o cinto de segurança no banco de trás aumenta em cinco vezes o risco de morte do ocupante do banco da frente. “Isso acontece devido à possibilidade de o ocupante do assento traseiro ser arremessado violentamente contra os ocupantes dos bancos dianteiros”, informa o documento.

A publicação destaca que, quando usado da forma adequada, o cinto reduz a incidência de ferimentos nos quadris, na coluna vertebral, na cabeça, no tórax e abdome. Além disso, reduz o risco de perfuração do globo ocular. Um dos estudos apresentados concluiu que o cinto de segurança é capaz de reduzir as lesões oculares perfurantes em 60%.

“Cerca de 50% da eficácia dos cintos de segurança se deve à prevenção da ejeção de ocupantes de veículos automotores”, conclui o documento.

Ao se analisar as estatísticas que denotam aumento desse tipo de infração, pode-se deduzir duas hipóteses: ou a fiscalização está muito mais rigorosa, ou os condutores estão se descuidando quanto à obrigação e necessidade de se utilizar o cinto de segurança para todos os passageiros do veículo (ou ambas as hipóteses).

Será que estamos regredindo em termos de prevenção e qualidade de condução?

De qualquer forma, fica o alerta: afivelar o cinto de segurança e solicitar que todos os ocupantes façam o mesmo – antes de colocar o veículo em movimento – é mais do que um bom hábito a se preservar: é um ato de responsabilidade.

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