Recorde de motos nas ruas reforça alerta sobre capacete e vestimenta de proteção
Com mais motocicletas circulando no país, especialistas defendem que equipamentos de segurança deixem de ser vistos como acessório.

O Brasil registrou em 2025 o maior volume de vendas de motocicletas desde 2003. Foram 2.197.851 unidades emplacadas, de acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Para 2026, a Fenabrave projeta que o número ultrapasse 2,4 milhões de motos comercializadas.
O crescimento do setor reforça um debate importante para a segurança viária: a necessidade de equipamentos adequados para quem pilota. Em um cenário de expansão acelerada, capacete certificado, jaqueta com proteção e itens voltados à visibilidade no trânsito passam a ser cada vez mais relevantes para reduzir lesões e preservar vidas.
Cada nova motocicleta nas ruas representa também um novo condutor ou condutora exposto aos riscos do trânsito diário, especialmente em deslocamentos urbanos intensos e rodovias movimentadas.
Motociclistas estão entre os mais vulneráveis
Dados do Ministério da Saúde e da Senatran apontam que motociclistas figuram entre os grupos com maior índice de vítimas em sinistros de trânsito no país.
Entre as lesões graves mais frequentes estão traumas em:
- cabeça;
- pescoço;
- ombros;
- cotovelos;
- joelhos.
São justamente áreas que podem receber proteção adicional por meio de equipamentos apropriados.
Segundo informações, o uso de capacete de moto com certificação NBR 7471 ou ECE 22.06 pode reduzir o risco de lesão fatal em até 42%, com base em estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Capacete certificado deve ser prioridade
Mais do que cumprir exigência legal, escolher um capacete regularizado e adequado ao uso diário é uma das decisões mais importantes para quem utiliza motocicleta.
Modelos certificados seguem critérios técnicos voltados à absorção de impacto, fixação e resistência, fatores essenciais em caso de queda ou colisão.
Marquinho, proprietário da Marquinho Motos, destaca a importância da orientação ao consumidor:
“A vestimenta correta para motociclistas já não pode ser tratada como opcional. Com o mercado de duas rodas em expansão acelerada, cresce também nossa responsabilidade como varejista especializado. Na Marquinho Motos, orientamos cada cliente sobre a importância da certificação do capacete e da proteção CE nas jaquetas, porque vender equipamento de segurança é, antes de tudo, um compromisso com a vida de quem pilota”.
Jaquetas técnicas ganham espaço
O mercado de vestuário motociclístico acompanha a expansão das vendas de motos. Fabricantes e lojas especializadas registram aumento na procura por jaquetas técnicas.
Entre os modelos mais buscados estão:
- jaquetas de couro, reconhecidas pela maior resistência à abrasão;
- jaquetas têxteis, que priorizam leveza, ventilação e praticidade no uso urbano.
Materiais como Cordura e Kevlar aparecem como opções voltadas à combinação entre proteção e conforto térmico.
A escolha depende do perfil de uso. Quem roda longas distâncias tende a buscar maior resistência. Já usuários urbanos costumam priorizar conforto no dia a dia.
Visibilidade também salva vidas
Além da proteção física, a vestimenta adequada pode aumentar a percepção do motociclista por outros condutores.
Jaquetas com elementos refletivos ou cores chamativas ajudam em situações de:
- chuva;
- neblina;
- trânsito noturno;
- baixa luminosidade.
Nesses cenários, ser visto rapidamente pode fazer diferença para evitar colisões.
Crescimento precisa vir acompanhado de cultura de segurança
Com mais motos nas ruas, especialistas defendem que o crescimento do setor seja acompanhado por educação no trânsito, uso correto dos equipamentos de proteção e condução responsável.
“A motocicleta já não é apenas uma alternativa de mobilidade, mas sim uma escolha definitiva de milhões de brasileiros”, afirmou Wendel Lazko, diretor da Shineray do Brasil.
Para o motociclista, equipar-se adequadamente não significa luxo. Em muitos casos, representa proteção para continuar trabalhando, cuidando da família e retornando para casa em segurança todos os dias.
