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Habilitação de moto é passaporte para morte no Brasil


Por Mariana Czerwonka Publicado 23/06/2010 às 03h00
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Reportagem do Fantástico domingo, publicada no Portal do Trânsito, desmistificou algo que era consenso para muitos: os motociclistas que estão se acidentando gravemente no trânsito NÃO são mais os motoboys. Até há pouco tempo atrás metade dos acidentados de motocicleta eram motoboys, hoje 67% deles são trabalhadores que usam a moto como meio de transporte.

Atualmente são mais de 160 mil motociclistas feridos por ano no Brasil e 23 mortos todos os dias. Em média, um acidentado fica 18 dias internado e custa 35 mil reais para o SUS. A facilidade de compra do veículo e a busca por liberdade e mais agilidade frente aos contínuos congestionamentos das grandes cidades têm contribuído diretamente para o aumento dessas estatísticas. Mas, na minha opinião, não é só isso.

A formação e atualização dos motociclistas precisam ser revistas imediatamente. Sabemos que as resoluções 168/04 e 285/08 trouxeram contribuições importantíssimas para o curso de formação desses condutores, exigindo mais conteúdos específicos, ampliando a carga horária do curso e exigindo prática de direção em vias abertas. No entanto, pelo que retratam as estatísticas, não está sendo suficiente. Falta, a meu ver, fiscalizar se a legislação está sendo realmente cumprida e punir rigorosamente os que não o fazem. Pois, enquanto a formação dos motociclistas for tratada com descaso e oferecida aos candidatos à habilitação como “brinde” (pague o curso para carro e ganhe o de moto), infelizmente muitas vidas ainda serão interrompidas ou mutiladas.

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