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21 de junho de 2024

Pesquisa revela os estados com as pessoas mais agressivas no trânsito

Dado é do novo estudo da Preply, que analisou a comunicação dos condutores e pedestres em todas as regiões do país.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 24/05/2024 às 15h00
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Pessoas agressivas no trânsito
De acordo com pesquisa,  São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia: é neles onde se encontram as pessoas mais agressivas do Brasil no trânsito. Foto: iStock

No mês em que todo o país celebra o chamado Maio Amarelo, campanha por mais paz nas ruas e estradas, uma nova pesquisa traz dados que podem desanimar os habitantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia: é neles onde se encontram as pessoas mais rudes do Brasil no trânsito, conforme dizem os próprios brasileiros. 

As informações acabam de ser reveladas pela Preply, plataforma de idiomas que, recentemente, buscou investigar a comunicação entre condutores e pedestres de diferentes regiões e constata: em um contexto marcado pelo estresse e hostilidade no trânsito, 7 em cada 10 pessoas já presenciaram agressões verbais de outros motoristas ou transeuntes — violência essa da qual 40% da população também foi vítima direta ao menos uma vez. 

Isso porque, para entender o comportamento nas ruas e avenidas de cada região, recentemente, respondentes de todos os estados compartilharam suas experiências envolvendo a violência no trânsito, entre os insultos mais ouvidos, a frequência com que ouvem comentários agressivos e as atitudes que tendem a estimular discussões e brigas. Na opinião dos brasileiros, seriam três os estados com os condutores e pedestres mais gentis: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 

Intolerância no trânsito, uma experiência comum 

Bate-bocas excessivos, gestos obscenos para lá e para cá, buzinas exageradas… se existe algo que o estudo conduzido pela Preply apenas reforça é como, independentemente da região, a impaciência segue sendo uma marca das ruas e estradas brasileiras — característica que faz com que, a cada hora, cinco pessoas morram no país em decorrência de brigas de trânsito, como destacam dados recentes do Ministério da Saúde (DataSus). 

Das experiências compartilhadas pelos entrevistados pela Preply, diversas são aquelas que envolvem situações de hostilidade entre condutores e pedestres: para se ter uma ideia, por exemplo, 7 em cada 10 respondentes relataram já ter presenciado agressões verbais no trânsito, percentual que muda para 48,4% quando o assunto diz respeito a ver situações de agressão física — das quais já foram vítimas 8% dos ouvidos na pesquisa. 

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No momento da raiva, ao que indicam essas pessoas, as ofensas mais comuns parecem girar em torno de palavrões e xingamentos diretosgestos agressivos e comentários depreciativos sobre suas habilidades de direção, crítica mais recebida pelas mulheres (47%) que por condutores homens (45%). 

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Palavrões fazem parte do linguajar de 46% dos brasileiros 

Embora reconheçam a importância de trocas tranquilas durante um conflito no trânsito, boa parte dos entrevistados afirmam que isso nem sempre é possível. Dessa forma, identificando problemas na própria comunicação com outras pessoas.

O uso de palavrões, por exemplo, foi apontado por 46% dos respondentes. Eles admitiram não dispensar termos de baixo calão para extravasar a própria irritação nas ruas e avenidas por aí. Para 6% deles, aliás, a linguagem chula não surge apenas vez ou outra em eventuais brigas, mas é algo que praticamente acompanha suas interações diárias com outras pessoas. 

Recorrer a xingamentos, cabe dizer, ainda aparece entre as reações mais comuns ao se ouvir uma ofensa no trânsito. Nesse sentido, retribuir insultos com novos palavrões foi o campeão nos principais comportamentos diante de uma discussão. Ou seja, mesmo com a maioria dos brasileiros enfatizando evitar qualquer tipo de confronto (64,4%) ou responder os “caça-briga” de maneira educada e calma (19,6%). 

Entre gentis e mal-educados : estados se destacam devido a pessoas agressivas no trânsito

Mas, afinal, em um país com tantas ocorrências de intolerância no trânsito, de que forma pessoas de regiões diferentes avaliam os condutores e pedestres de outros estados nos quesitos gentileza e falta de educação nas ruas? Ou melhor, haveria locais no Brasil onde os residentes demonstram ter maior paciência no trânsito, na contramão dos muitos “brigões” espalhados por aí?  

Atestando que sim, existem diferenças regionais para o comportamento no trânsito, segundo os entrevistados. Seriam três os estados com o maior número de pessoas agressivas no trânsito: São Paulo (36,2%), Rio de Janeiro (20%) e Bahia (6,6%). Eles lideram o pódio dos comportamentos mais indelicados ao lado dos habitantes do Ceará (3,2%) e Pernambuco (3,2%). 

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As populações mais gentis, por outro lado, estariam em dois estados nos quais as pessoas são comumente associadas a atributos como cortesia, etiqueta e organização: Santa Catarina (13,4%) e Rio Grande do Sul (12,6%). O título também se estende aos mineiros (10,8%). 

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Aparecem entre os campeões na gentileza, logo em seguida, os condutores e pedestres do Distrito Federal (9%) e Paraná (10,8%). Este último tornando toda a região sul, na visão dos entrevistados pela Preply, aquela que mais tem dado bons exemplos nas ruas, avenidas e estradas. 

“Uma boa comunicação durante a condução é crucial para a segurança”, comenta Sylvia Johnson, líder de Metodologia da Preply.

“Seja paciente, use sinais gestuais quando necessário, aprenda os sinais de trânsito locais ao viajar e, acima de tudo, promova o respeito e a compreensão na estrada.”

Metodologia sobre a pesquisa das pessoas mais agressivas no trânsito

Para investigar detalhes sobre a comunicação dos brasileiros no trânsito, durante o mês de maio, houve a entrevista de 500 brasileiros residentes em todas as regiões do país. Ao todo, os respondentes tiveram acesso ao total de 10 questões. Elas exploraram experiências envolvendo agressão verbal e física, o uso de palavrões nas ruas e estradas e as atitudes que costumam estimular conflitos entre condutores e pedestres. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, onde é possível conferir o percentual de cada alternativa que os entrevistados apontaram. 

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