Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nossos sites, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar o Portal do Trânsito, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

13 de julho de 2024

O que é distância de frenagem? Portal do Trânsito responde!


Por Mariana Czerwonka Publicado 20/10/2022 às 11h15 Atualizado 08/11/2022 às 21h01
Ouvir: 00:00

O conhecimento teórico sobre direção defensiva pode evitar sinistros de trânsito. Um desses conceitos importantes é o de distância de frenagem.

Distância de frenagemDistância de frenagem é aquele espaço percorrido pelo veículo, desde que se pisa no freio até a parada total do veículo. Foto: Depositphotos

Situações em que é preciso frear abruptamente são mais comuns do que gostaríamos no trânsito. E isso, dependendo de alguns elementos, pode ocasionar sinistros de trânsito que têm potencial de resultar em mortes ou ferimentos graves. Por esse motivo, é importante ter algum conhecimento teórico sobre direção defensiva para saber como evitar esses acontecimentos que podem se tornar uma verdadeira tragédia. Um desses conceitos importantes é o de distância de frenagem, que explicaremos nesta matéria.

De acordo com Eliane Pietsak, pedagoga e especialista em trânsito, distância de frenagem é aquele espaço percorrido pelo veículo, desde que se pisa no freio até a parada total do veículo. “A partir do acionamento dos freios, o veículo começa a desacelerar, percorrendo a distância de frenagem”, explica.

Ainda conforme a especialista, um automóvel a 80 km/h, com pneus e freios em bom estado, em asfalto seco, leva aproximadamente 50 metros para parar. Já uma motocicleta de porte médio, a 80 km/h, com pneus e freios em bom estado, em asfalto seco, leva aproximadamente 60 metros para parar. “A distância segura com piso molhado é o dobro da distância segura com piso seco. Além disso, veículos mais pesados precisam de mais espaço para frear. Por isso, é preciso cuidar quando se transitar perto de ônibus ou caminhões”, justifica.

Pietsak ainda faz um alerta importante em relação ao assunto. “Quanto maior a velocidade, maior será a distância a percorrer na frenagem”, garante.

Motos

Em relação às motos, existem algumas informações específicas. Como, por exemplo, a capacidade de frenagem das motos, em geral, é menor que a dos automóveis. “Em freadas de emergência, deve-se acionar os dois freios ao mesmo tempo na motocicleta. O freio dianteiro é responsável por 70% da eficiência da frenagem. Muitos acidentes acontecem porque o motociclista não sabe disso”, alerta.

Tempo de reação

Outro conceito dentro da direção defensiva que deve ser amplamente conhecido é o chamado tempo de reação. Ou seja, do ponto em que o condutor decide frear até o momento em que aciona o freio, decorre um tempo, chamado tempo de reação, no qual o veículo percorre um espaço na velocidade em que estava.

“Esse é um outro fator que é preciso levar em consideração e que influenciará direto na ocorrência ou não de um acidente levando em conta uma condição adversa que surge na pista. Se o condutor não estiver completamente atento, o tempo para reagir diante de um imprevisto é maior, e consequentemente o espaço percorrido para parar também será maior”, explica Pietsak.

Pneus

De acordo com a especialista, outro item que influenciará na frenagem do veículo é o estado e conservação dos pneus do veículo.

Veja os principais cuidados com pneus:

  • Calibrar os pneus regularmente, especialmente antes de viagens, obedecendo às recomendações do fabricante. Pressões incorretas, principalmente abaixo do normal, causam desgaste prematuro e desestabilizam o veículo.
  • Para o pneu ficar com a pressão correta ele deve ser calibrado quando estiver frio.
  • É necessário fazer o balanceamento das rodas bem como alinhamento de direção, sempre que trocar os pneus ou notar vibrações no veículo e oscilações no volante. Alinhamento incorreto pode causar desgaste prematuro, diminuindo muito a durabilidade dos pneus.
  • O estepe (pneu socorro) deve sempre estar em perfeitas condições.
  • Sempre que “bater” com os pneus em buracos na pista, leve para um especialista examinar, esse tipo de incidente pode danificar as fibras internas do pneu. Nesses casos, surgem bolhas nas laterais e pontos fracos que diminuem muito a segurança

“Pneus em bom estado permitem evitar acidentes graves assim como poupar vidas”, conclui a especialista.

Receba as mais lidas da semana por e-mail

1 comentário

  • João Rocha
    24/04/2024 às 14:10

    Tempo de imobilização (em condições reais) = Tempo de reação+tempo de frenagem da viatura.
    A 80 K/h, a viatura percorre 22,22 mt por segundo, se pegarmos no valor de 50 mt desde que se pisa o pedal do freio (acima referido) teremos que lhe adicionar o tempo de reação, num humano em normais condições de saúde e atenção, algo em torno de 1 segundo, o que dará um tempo total de 72,22 mt.
    Se a viatura estiver equipada com ABS, é verdadeira a afirmação que, citando, diz “A partir do acionamento dos freios, o veículo começa a desacelerar, percorrendo a distância de frenagem”, senão, num primeiro momento, quando do bloqueio das rodas se dá uma ligeira aceleração do movimento cinético, só depois se inicia a desaceleração por atrito dos pneus com o solo.
    Por último, para a eficácia da frenagem contribuem os pneus, mas, também o bom estado da suspensão, como um todo. A transferência de “carga” do eixo traseiro para o dianteiro, causadora do “efeito de mergulho”, se compensada por uma suspensão em bom estado oferece um resultado de frenagem bem melhor do que se, embora com os mesmos pneus, a suspensão estiver inoperante. De ressaltar que o estado do óleo de freio, dos discos e pastilhas, bem como de todo o equilíbrio técnico do sistema de freios, são fatores a considerar no resultado final de uma necessidade repentina de imobilização do veículo.
    Dito isto, vamos ao condutor, sono, medicamentos (alguns), álcool, saúde, são fatores que alteram significativamente o tempo de reação.
    Reduzir uma análise de frenagem a um simples cálculo físico, é perigoso e pouco pedagógico para quem lê a opinião de um técnico.

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *