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Rigor da Lei Seca não inibe álcool ao volante 

A legislação considera criminoso o motorista flagrado com mais de 0,33 miligramas de álcool por litro de ar no organismo. Acima deste teor – conforme a lei 12.760 (que instituiu a ‘tolerância zero’ de álcool ao volante) – o condutor perde o direito de dirigir por 12 meses e responde processo criminal, com penas de prisão entre seis meses e três anos, além de pagar multa de R$ 1.915,40. No entanto, apesar do rigor da nova legislação, acidentes envolvendo motoristas que ingeriram álcool continuam a ser registrados. Foi o que aconteceu na manhã da última quarta-feira, na Ponta da Praia, em Santos. Segundo o condutor do veículo – uma Ferrari – que colidiu contra dois carros estacionados na Avenida Epitácio Pessoa, apenas uma dose de rum foi consumida por ele cerca de quatro horas antes do acidente, ocorrido às 7h45, na altura da Rua Inglaterra. Após o teste do bafômetro, o índice de álcool foi de 0,24 miligramas. O motorista é o delegado federal ambiental Diego Molinari Belo, que também dirigia com a carteira de habilitação vencida. Como não houve vítimas, ele não precisou comparecer à delegacia. Arcará apenas com uma multa de R$ 1.915,40 pela embriaguez ao volante. Ele cumpriu o que prevê a legislação. Mas, moradores do entorno ficaram indignados após a liberação do motorista, que atribuiu o acidente a um problema mecânico. “As quatro rodas do meu carro foram retiradas para balanceamento e eu perdi o controle quando pisei no freio por causa do sinal”, explicou o condutor do veículo. Segundo ele, a velocidade, no momento da colisão, era de 40 km/hora. Mesmo tendo admitido o consumo de bebida alcoólica, Belo pretende recorrer da penalidade administrativa. Para o condutor, que demorou para se recordar do nome da bebida – a dose de rum, tomada às 4 da manhã – a ingestão de álcool não foi a causa do acidente. “O que aconteceu não teve nada a ver com o rum que eu tomei. Perdi o controle por causa das rodas. Não estava em alta velocidade e o velocímetro do meu carro pode provar, já que está travado em 32 km/h”. Polêmica Para o presidente da Associação de Vitimas de Trânsito e Violência (Avitran), Salomão Rabinovich, qualquer ingestão de álcool, por menor que seja, pode causar um acidente. “As pessoas precisam saber que uma gota de remédio que contenha álcool pode causar embriaguez e, consequentemente, um acidente. É preciso acabar com essa impunidade. Há risco e muito”, afirma. Segundo Rabinovich, mesmo com a rigorosidade da lei, que prevê multa quando é detectada a ingestão de bebida, o número de acidentes não para de crescer. “Independente do nível constatado no bafômetro ou do etilômetro, quando há ingestão de bebida, há probabilidade de um acidente”, frisa. Fonte: A Tribuna

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