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23 de julho de 2024

Estudo aponta que dirigir distraído é tão perigoso quanto dirigir embriagado

Estudo da Allianz detectou que motoristas estão muito distraídos com as novas tecnologias.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 23/06/2024 às 08h00
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Dirigir distraído
O ato de dirigir distraído pode ter consequências fatais. Foto: Syda_Productions para Depositphotos
  • Um relatório da Allianz revela que a distração do motorista, devido à tecnologia moderna, aumentou significativamente.
  • As distrações causadas pelo uso de novas tecnologias ao dirigir aumentam o risco de acidentes em 50%.
  • As descobertas mostram que enviar mensagens de texto superou falar ao telefone como a principal infração relacionada ao celular e o seu uso é negligenciado pela maioria dos motoristas.
  • A pesquisa foi feita na Alemanha, mas mostra uma tendência mundial.

Hoje em dia, para muitos motoristas, fazer uso de dispositivos eletrônicos que nada têm a ver com a condução do veículo é uma prática comum. Além do mais, essas ferramentas estão se tornando mais complexas e acessíveis a cada dia que passa. Telefones celulares e computadores de bordo são bons exemplos. “Usar um smartphone enquanto dirige tornou-se uma parte normal da vida cotidiana. Ao mesmo tempo, o número de possíveis distrações nos veículos está aumentando”, diz Lucie Bakker, diretora de Sinistros da Allianz Versicherungs-AG.

“Embora muitos motoristas estejam cientes do perigo, eles não transferem essa percepção para a condução do dia a dia. É isso que está no cerne do problema e pode ser fatal. A distração ao dirigir não deve ser um hábito”, diz.

Mensagens de texto substituem conversas ao telefone como principal distração

Mais e mais pessoas estão lendo e escrevendo mensagens de texto ao volante. “O estudo da Allianz mostra que a proporção de motoristas que pegam seus smartphones para ler ou enviar um texto aumentou quase dois terços entre 2016 e 2022, de 15 para 24%”, pontua Christoph Lauterwasser, head do Allianz Center for Technology (AZT).

“Esse desenvolvimento é preocupante e perigoso. Qualquer pessoa que envie mensagens de texto enquanto dirige aumenta o risco de um acidente em mais de 50%.”

Computadores de bordo em alta

Em 2016, apenas um terço dos motoristas possuía um veículo com display central, para operar as funções de comunicação, entretenimento e conforto (computador de bordo). De lá para cá, essa proporção aumentou para quase 50%. Cerca de metade dos entrevistados no estudo da Allianz confirmou que se distrai ao operar o computador de bordo. O risco de acidentes aumenta em 44%. Algumas funções são particularmente arriscadas. Por exemplo, aqueles que abusam de uma função de direção assistida, como o sistema de assistência à faixa, para liberar as mãos do volante por períodos mais longos, têm uma chance 56% maior de sofrer um acidente. Se o rádio for operado por meio do computador de bordo, o risco quase duplica (89%).

O uso de celulares para jogar, ouvir música e ver fotos aumenta significativamente

Também se observa um aumento de riscos causados por outras distrações tecnológicas; em particular quando as pessoas fazem uso de funções ou aplicativos que vão além de mensagens de texto, chamadas telefônicas ou navegação.

“Telefones celulares ou outros dispositivos eletrônicos portáteis estão sendo cada vez mais usados para jogar, selecionar músicas, ver fotos, navegar na internet ou outros propósitos. Em nossa pesquisa de 2016, apenas 6% admitiram realizar essas atividades enquanto dirigem. Em 2022, um em cada cinco (22%) afirmou fazer isso”, declara Lauterwasser.

Integrar a condução distraída nos relatórios de acidentes da polícia valeu a pena

Em 2021, a categoria “Distração” foi integrada pela primeira vez aos relatórios de acidentes policiais, na Alemanha. Agora, estamos vendo a relevância desse movimento nos dados oficiais alemães.

De acordo com o Federal Statistical Office, em 2021, 8.233 pessoas ficaram feridas em acidentes provocados pela distração ao volante e, dessas, 117 morreram, o que representa pouco menos de 5% de todas as mortes (2.562) decorrentes de acidentes. “No entanto, a coleta de dados oficial adota uma abordagem muito defensiva. Registram-se apenas casos em que houve claramente o desvio da atenção do motorista do tráfego e não se usa o “distraído”. Também se exige altos padrões de evidência no local do acidente, por isso o número de casos não notificados é muito alto. “Contudo, confirmou-se pela primeira vez na Alemanha que a distração é a causa mais subestimada de acidentes em nossas estradas”, afirma Jörg Kubitzki, pesquisador de Segurança do Allianz Center for Technology (AZT) e autor do estudo da Allianz.

Os números de acidentes nos primeiros dez meses de 2022 também são motivos de preocupação. Por exemplo, o número de acidentes causados pela distração ao volante, que resultaram em ferimentos pessoais, aumentou em um quarto (23,5%) em comparação com o mesmo período de 2021.

Motoristas jovens particularmente propensos a dirigir distraído

Os condutores jovens com idades entre 18 e 24 anos correm um risco particular de condução distraída; 30% dos motoristas nessa faixa etária dizem que usam o smartphone enquanto dirigem, enquanto, dentre todos os motoristas, esse número é de 16%. Quatro em cada dez afirmam enviar ou ler mensagens eletrônicas com o celular na mão – um aumento de 2,5 vezes entre 2016 e 2022.

Motoristas não aprovam tecnologia para evitar a distração ao volante

A maioria dos condutores ainda tem dúvidas sobre o monitoramento eletrônico do automóvel, que visa detectar o estado de consciência do motorista. Por exemplo, apenas 39% dos entrevistados aprovam uma câmera ou varredura infravermelha dos olhos, rosto ou cabeça, em que a tecnologia pode detectar distração.

“Não deve ser sobre controle e restrições, mas sobre suporte. As mais recentes tecnologias de veículos e tráfego permitem avisar aos motoristas quando eles estão distraídos. Esse feedback só pode contribuir para uma mudança positiva de comportamento. Devemos fazer uso desses desenvolvimentos para tornar o tráfego rodoviário mais seguro para todos nós”, finaliza Christoph Lauterwasser.

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