04 de julho de 2026

Pesquisa da FEI cria “modelo de alerta precoce” para apoiar a gestão de obras públicas

Ferramenta auxilia na identificação de sinais de risco antes da paralisação formal das obras e apoia a priorização de retomadas com base em indicadores de criticidade econômica, social, ambiental e territorial.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 04/07/2026 às 13h30
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Gestão de obras públicas
Os pesquisadores mapearam que 87% das obras paralisadas dão sinais de falhas de gestão com antecedência. Foto: Criada por IA

Um modelo analítico foi desenvolvido no país para funcionar como um sistema de previsão e gestão de obras públicas. A ferramenta foi criada pelos pesquisadores Marco Antonio Portugal e Gabriela Scur dentro do Programa de Pós-Graduação em Administração do Centro Universitário FEI, instituição reconhecida por seu pioneirismo ao criar o primeiro curso de Administração do Brasil e da América Latina. O objetivo do projeto é orientar prefeituras, ministérios federais e órgãos de fiscalização a identificarem riscos em contratos de infraestrutura antes da paralisação formal das obras.

Na prática, o produto entregue pela pesquisa também funciona como uma matriz de desempate para o gestor público, para priorizar o orçamento, e a retomada de obras paralisadas. O modelo combina dados financeiros e indicadores sociais, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município e as metas de sustentabilidade da ONU (ODS) e gera uma classificação de criticidade, indicando quais obras devem ser priorizadas.

Para desenvolver o modelo de alerta, os pesquisadores utilizaram uma base de dados do Tribunal de Contas da União (TCU) com mais de 46 mil contratos.

A análise dessa base revelou que 86,98% dos contratos apresentaram ao menos um sinal objetivo de atraso, estagnação ou desequilíbrio físico-financeiro, reforçando a importância do monitoramento preventivo.

A pesquisadora Gabriela Scur, professora de Administração da FEI, explica: “O senso comum costuma atribuir a paralisação de obras apenas à falta de recursos, mas a pesquisa mostra que falhas de governança, coordenação e gestão contratual também são determinantes. Desenvolvemos uma matriz de monitoramento preventivo para apoiar gestores públicos na identificação de sinais de risco antes que a paralisação da obra se consolide.”

Ao transformar dados complexos em uma matriz de apoio à decisão, o estudo da FEI foi desenhado para ser aplicado de forma prática por prefeituras, ministérios e Tribunais de Contas na gestão de obras públicas.

A implementação do modelo permite que os agentes atuem de forma preventiva, orientada a riscos e baseada em evidências, corrigindo os rumos dos contratos em andamento. Com essa abordagem técnica e padronizada, a instituição busca contribuir diretamente para a eficiência das políticas públicas, garantindo maior transparência e reduzindo desperdícios de recursos públicos no país.

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