Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nossos sites, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar o Portal do Trânsito, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

22 de fevereiro de 2024

A saúde do motorista de ônibus e a insalubridade 

Pesquisas apontam 57% dos motoristas de ônibus brasileiros consideram a profissão desgastante, estressante ou fisicamente cansativa


Por Accio Comunicação Publicado 23/06/2023 às 13h30
 Tempo de leitura estimado: 00:00

Quando o assunto é a saúde do motorista de ônibus, pesquisas apontam que 57% desses profissionais consideram a profissão desgastante, estressante ou fisicamente cansativa.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2016, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 57% dos motoristas de ônibus consideram a profissão desgastante, estressante ou fisicamente cansativa. Os números são da primeira Pesquisa CNT (Confederação Nacional do Transporte – Perfil dos Motoristas de Ônibus Urbanos). 

Antes de tudo, vale ressaltar que a saúde no trabalho deve estar sempre em primeiro lugar. Entretanto, não é o que acontece na prática. 

Motorista de ônibus usa máscara de proteção contra Coronavírus
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Conversamos com um profissional da área – que preferiu não se identificar – e ele relata que a empresa onde trabalha ignora a saúde do funcionário. Além disso, o motorista menciona sobre a necessidade de um plano de saúde adequado aos motoristas e sobre melhores condições de trabalho

“A empresa em nenhum momento se preocupa com a saúde do colaborador. É nós por nós”, relata. 

Motoristas de ônibus: as doenças ocupacionais mais comuns  

Com a saúde do profissional debilitada, são diversos os relatos de doenças causadas pelo excesso de trabalho. Alguns dos quadros mais comuns são: 

  • Lesão por Esforços Repetitivos (LER) 
  • Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) 
  • Problemas de visão 
  • Asma ocupacional 
  • Dermatose ocupacional 
  • Perda auditiva 
  • Doenças psicossociais 
  • Problemas na coluna 

Por outro lado, a contaminação do trabalhador pela Covid-19 pode ser considerada uma “doença ocupacional”. No auge da pandemia, por exemplo, motoristas e cobradores de ônibus ficaram expostos à doença.  

Usuários de transporte público e motoristas de ônibus usam máscaras de proteção contra covid-19 na rua da Consolação.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

De acordo com nota enviada à redação do Portal do Trânsito pela assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), a saúde do motorista e cobrador é um tema crucial e presente.  

“A saúde dos colaboradores do transporte coletivo de Curitiba é um tema de especial importância para as empresas de ônibus. Afinal, eles trabalham todos os dias com o transporte de vidas em um ambiente dinâmico e desafiador como o trânsito”, destaca a nota. 

Além disso, a nota também afirma que as empresas de ônibus mantêm profissionais de saúde em seus quadros para atender prontamente a necessidade dos colaboradores.  

A assessoria das Empresas de Ônibus de Curitiba e região também ressalta sobre a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), que promove campanhas de conscientização como Maio Amarelo, Novembro Azul e Outubro Rosa, por exemplo.  

Outro ponto que vale ressaltar é que os motoristas de ônibus da capital paranaense têm prioridade durante as campanhas de vacinação realizadas em Curitiba.

Leia no Portal do Trânsito:

Receba as mais lidas da semana por e-mail

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *