Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nossos sites, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar o Portal do Trânsito, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

20 de julho de 2024

Alerta: saiba quais são os riscos de aplicação do metanol em adulteração de gasolina e etanol

O Instituto Combustível Legal - ICL reforça sua preocupação com uma nova onda de uso do metanol em combustíveis.


Por Pauline Machado Publicado 19/07/2023 às 18h00
Ouvir: 00:00

No último mês de junho, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) interditou, na região metropolitana do Rio de Janeiro, postos nos bairros de São Cristóvão, Taquara e Jacarepaguá, após a constatação que os estabelecimentos comercializavam etanol hidratado com presença significativa de metanol. Após a análise laboratorial de amostras coletadas, constatou-se a presença de metanol em concentrações elevadas, levando à interdição dos postos.

Diante deste cenário, o Instituto Combustível Legal – ICL reforça sua preocupação com uma nova onda de uso do metanol em combustíveis que pode ser encontrada nas regiões sudeste, sul e nordeste do país.

Perigos da prática

A comercialização deste produto é proibida por lei em virtude de sua toxicidade. A legislação entende que o metanol é insumo, e não combustível. Já existem registros de casos de comercialização de gasolina e etanol batizados com índices superiores a 50% de metanol.

Além de gerar problemas aos motores de automóveis e caminhões por uso de gasolina ou etanol adulterados no curto prazo, a exposição humana ao metanol pode ocorrer por inalação, ingestão e contato dérmico, sendo capaz de provocar intoxicação aguda, com efeitos como depressão do Sistema Nervoso Central e irritação do trato gastrointestinal, com náusea, vômito, dores de cabeça e vertigem, fotofobia, visão turva e até perda da acuidade visual.

Apesar de todos os perigos desta prática, é possível observar um aumento na adulteração de combustíveis, como a gasolina, com metanol. O que já se tornou representativo dentro das principais atipicidades identificadas que prejudicam o veículo e o consumidor. As informações são de publicações dos principais jornais locais e regionais.

Mais de 20 postos receberam autuações por apresentarem a presença de metanol. E, em alguns casos, tiveram sua licença de operação suspensa ou houve interdição dos locais.

Cuidados no dia a dia contra a adulteração da gasolina

O metanol é um líquido incolor, inflamável, de chama pouco visível, volátil e com leve odor de álcool. Seu vapor mistura-se com o ar, originando misturas tóxicas e explosivas em uma faixa ampla de concentrações. Isso o torna ainda mais perigoso. Portanto, é importante esclarecer que a exposição a elevadas concentrações, de 4 a 10 ml de metanol, pode causar morte.

Logo, consumidores que abastecem seus veículos com combustível contendo metanol estão expostos ao perigo direto.

É essencial esclarecer ainda que o consumidor possa ficar atento para a procedência dos produtos vendidos nos postos onde abastece seu carro.

Como orientações para boas práticas, o ICL recomenda que o consumidor deve estar atento para situações de preços muito abaixo do mercado. Além disso, de promoções relâmpago e de outras práticas comerciais que fujam à normalidade do mercado.

Também é importante que o consumidor exija a nota fiscal de cada abastecimento. Ou seja, este é o comprovante para possível denúncia de qualidade, quantidade e propaganda enganosa.

Receba as mais lidas da semana por e-mail

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *