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15 de julho de 2024

Seguro auto: o que falta para a população aderir?

Mesmo em ascensão, 70% dos brasileiros ainda não possuem a cobertura. Falta da cultura do seguro e acessibilidade financeira estão entre os fatores.


Por Assessoria de Imprensa Publicado 11/11/2023 às 18h00
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O reconhecimento da população de que o seguro é investimento, está crescendo nos últimos anos. Seja pela mudança de comportamento da sociedade ou pelo próprio mercado segurador estar cada vez mais próximo dos brasileiros. Contudo, a realidade ainda gera um alerta para corretoras e seguradoras. Pesquisa revelada pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV) mostra que nove em dez brasileiro não têm seguro, ou seja, um total de mais de 176 milhões de brasileiros não estão cobertos por qualquer tipo de cobertura. Ainda de acordo com o levantamento, esses quase 60% da população brasileira sem seguro algum demonstraram que não se sentem tranquilos com essa situação e que o fator da renda é o que mais impede a contratação de uma apólice. 

A mesma realidade é vista dentro do produto do seguro auto. Mesmo sendo um dos ramos de seguros mais populares do Brasil, um total de 70% dos carros no Brasil não possuem seguro e esse número pode chegar a 80% (aponta a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização – CNseg). Para Luiz Longobardi Junior, diretor Comercial, Mercado e Marketing da Lojacorr, esse quadro significa, de fato, que a grande maioria dos motoristas brasileiros estão rodando por aí sem o amparo de uma seguradora.

“Sem um seguro de carro, esses motoristas ficam vulneráveis financeiramente. Eles não contam com ressarcimento em caso de acidentes, roubos e outras situações que, infelizmente, são comuns nas nossas estradas e cidades”, defende. 

Essa realidade é sentida pelos corretores também.

De acordo com o Cristiano Fox, da Regional Corretora, parceira Lojacorr, mesmo com essa vastidão de veículos, há muito a se explorar com o seguro auto. E alguns fatores que impactam essa falta de adesão. Primeiramente Fox cita o quanto a cultura de prevenção e proteção ainda não está tão difundida no país. “Independente do custo ou produtos adequados para cada faixa de classe, de renda e perfil da população. Ainda o brasileiro acredita que fazer o seguro somente quando o carro é novo ou quando está atrelado a algum financiamento”, afirma. Para ele, outros pontos que impactam são: o custo e os produtos. “É mais difícil manter o seguro em veículos ao passar dos anos e os produtos atuais limitam a atuação das seguradoras em chegar neste público que está sem a cobertura”, fala o corretor.

Outro principal motivo da falta de adesão ao seguro auto é o poder aquisitivo da população e as prioridades de investimentos das classes mais baixas.

“Quando falamos em seguro auto sabemos de toda a necessidade em ter a cobertura, em garantir mais tranquilidade e segurança e dos benefícios que traz. Principalmente em poder contar com um corretor e uma rede que facilita ainda mais esse contrato. Mas também vemos na prática que as classes sociais com rendas menores ainda não priorizam o investimento no seguro auto, seja por entenderem que há outras prioridades financeiras, a falta de conhecimento do produto em si ou devido às próprias despesas do cotidiano impedirem essa aquisição de cobertura”, explica o diretor da rede. 

Fox diz também que nesses casos as pessoas acabam também não enxergando a necessidade do seguro e esquecem os demais benefícios que trazem. “Dentro do seguro de automóveis existem várias outras coberturas que não ampara só o segurado, inclusive há cobertura de Responsabilidade Civil, danos a terceiros. Tudo isso falta chegar ao conhecimento da população”, fala. 

Entretanto, Longobardi Junior frisa ainda que devido a transformação da indústria automobilística do país impulsionada pela baixa nos impostos e preços de veículos, pelas alterações das regulamentações governamentais e mudanças nas preferências do consumidor, o setor de seguros auto em 2023 contrariou algumas das expectativas anteriores. Para o corretor, Cristiano Fox, também foi um ano positivo. “Após praticamente 2 anos e meio de alta, o mercado ficou aquecido . Por mais que tivemos obstáculos, se manteve em crescimento”, fala.  Além disso, de acordo com o Índice de Preços do Seguro de Automóvel da Tex, houve redução de 1,7% no preço do seguro, que pelo quinto mês consecutivo registra queda.

Como tornar o seguro auto mais atrativo

Vendo que somente cerca de 30% da população está coberta com o seguro auto, as corretoras e seguradoras tiveram que se adaptar. Dessa forma, trazendo uma abordagem personalizada, aumentando as chances de conversão, produtos mais atraentes e acessíveis, buscando oportunidades de up selling e cross-selling. E, principalmente, contando com a ação do corretor. “De nada adianta termos produtos variados e assertivos sem a ação principal que é o papel do corretor em ser o suporte, indicar a melhor opção para o segurado, personalizar a apólice e tornar a cobertura possível”, explica Longobardi Junior.

Outra ação indispensável é a comunicação, segundo Cristino Fox. “Investir em comunicação e fomentar a cultura do seguro. Por parte das seguradoras, investir em produtos que o corretor possa distribuir com mais facilidade, com mais flexibilidade”. Para ele, o principal foco é humanizar o atendimento. “Evitar o caminho da vendas direta, o cliente prefere o atendimento humano, ele precisa se sentir seguro em contratar o produto. Mais do que representar a seguradora, o corretor tem que estreitar essa confiança”, finaliza.

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